O Plano diretor é desenvolvido avaliando-se em conjunto uma
série de fatores, como: topografia do terreno, características do solo,
logística e acessos, utilidades necessárias para o processo, áreas de processo
e de apoio, possíveis ampliações e requisitos legais para a sua aprovação junto
aos órgãos competentes. Ele é a base para a elaboração de projetos industriais,
atuando como ferramenta para tomada de decisão desde a concepção inicial do
empreendimento, garantindo que cada decisão seja tomada buscando o objetivo de
longo prazo do cliente.
Durante a concepção do layout, são avaliadas as disposições
de áreas industriais e de apoio/administrativas, a ocupação do terreno e fluxos
de pessoas e veículos, incluindo áreas de estacionamento, raios de manobra de
caminhões etc. O layout da indústria é elaborado pensando-se em todas as
disciplinas envolvidas no projeto, tendo uma redução significativa de
interferências, retrabalhos e custos não previstos.
O Plano Diretor serve também como aliado para a economia do
empreendimento, promovendo a otimização de recursos e permitindo a escolha de
soluções que minimizem CAPEX e OPEX. Também possibilitando que o terreno
disponível tenha mais capacidade de produção, devido à distribuição do layout e
racionalização do espaço disponível, além de uma previsão mais assertiva de
futuras ampliações, com decisões que favoreçam o crescimento eficaz da planta.
Outro ponto positivo proveniente da elaboração de um projeto
sólido é a redução de riscos. Ao se prever as necessidades legais para etapas
de licenças, alvarás etc., permitindo-se a redução de prazos, pois, quando
desenvolvido de acordo com as normas vigentes e diretrizes técnicas,
consegue-se a redução no prazo de tramitação e aprovação dos projetos.
Em síntese, o Plano Diretor consolida-se como ferramenta
essencial em projetos industriais: garante integração multidisciplinar,
otimização técnico-econômica e redução de riscos, resultando em maior
confiabilidade, competitividade e eficiência do empreendimento.

